domingo, 6 de fevereiro de 2011

Brasileiro reclama de quê?

Alguns dias atrás recebi um e-mail de um amigo. Fiz umas pequenas adaptações e aqui eu o reproduzo.
Independente da classe social ou cultural, todos sabemos de alguém que faz ou fez isso. E no final, conta como se fosse uma grande vantagem. Em alguns casos, até como ato heroico!!!

O Brasileiro é assim...
  • Saqueia cargas de veículos acidentados nas estradas;
  • Estaciona nas calçadas, muitas vezes debaixo de placas proibitivas;
  • Suborna ou tenta subornar quando é pego cometendo infração;
  • Troca o seu voto por qualquer coisa: areia, cimento, tijolo, dentadura, cesta básica, bolsa família, etc.;
  • Fala no celular enquanto dirige;
  • Trafega pela direita nos acostamentos durante um congestionamento;
  • Não respeita lei do silêncio, placas de trânsito, atendimento prioritário;
  • Para em filas duplas, triplas em frente às escolas;
  • Dirige após consumir bebida alcoólica;
  • Fura filas nos bancos ou vende lugar em filas, utilizando-se das mais esfarrapadas desculpas;
  • Espalha mesas, churrasqueira, etc. nas calçadas;
  • Pega atestados médicos sem estar doente, só para faltar ao trabalho;
  • Faz "gato" de luz, de água e de TV a cabo;
  • Registra imóvel no cartório com valor abaixo do comprado, muitas vezes irrisórios, só para pagar menos impostos;
  • Compra recibo para abater na declaração do imposto de renda para pagar menos imposto;
  • Muda a cor da pele para ingressar na universidade através do sistema de cotas;
  • Quando viaja a serviço pela empresa, se o almoço custou 10 pede nota fiscal de 20;
  • Comercializa objetos doados nessas campanhas de catástrofes;
  • Estaciona em vagas exclusivas para deficientes;
  • Adultera o velocímetro do carro para vendê-lo como se fosse pouco rodado;
  • Compra produtos piratas com a plena consciência de que são piratas;
  • Substitui o catalisador do carro por um que só tem a casca;
  • Diminui a idade do filho para que este passe por baixo da roleta do ônibus, sem pagar passagem;
  • Emplaca o carro fora do seu domicílio para pagar menos IPVA;
  • Frequenta os caça-níqueis e faz uma fezinha no jogo de bicho;
  • Leva das empresas onde trabalha, pequenos objetos como clipes, envelopes, canetas, lápis, etc., como se isso não fosse roubo;
  • Comercializa os vales transporte e vales refeição que recebe das empresas onde trabalha;
  • Falsifica tudo, tudo mesmo... Só não falsifica aquilo que ainda não foi inventado;
  • Quando volta do exterior, nunca diz a verdade quando o fiscal aduaneiro pergunta o que traz na bagagem;
  • Quando encontra algum objeto perdido, na maioria das vezes não devolve;
  • Quem é malandro, aquele que é esperto, que tem a malemolência, é visto como bem sucedido;
  • Evita ao máximo a seleção de lixo! E quando há a colheita seletiva, por parte dos órgãos públicos, sempre dá um jeitinho de descartar seus resíduos;
  • Faz concurso público ou concorre a cargos eletivos, única e exclusivamente para receber os bônus dessa “posição”. E o ônus? “Que se dane!” Afinal, todo mundo faz isso, não é mesmo?
  • O mais engraçado é que esse mesmo povo quer que os políticos sejam honestos;
  • Escandaliza-se com a farra das passagens aéreas;
  • Critica a forma como é dado o poder a funcionários públicos, governantes e demais políticos.
  • Esquece de que o caráter de um ser humano é forjado pelo meio em que vive. Os políticos e funcionários públicos que estão por aí, saíram do meio desse mesmo povo ou não?
  • Esquece-se de todas as trocas de favores e do famoso jeitinho brasileiro que insiste em dar, nos mais diversos aspectos de sua vida enquanto cidadão.
Fala-se tanto da necessidade deixar um planeta melhor para os nossos filhos e esquece-se da urgência de deixarmos filhos melhores (educados, honestos, dignos, éticos, responsáveis) para o um planeta melhor, através dos nossos bons exemplos. É urgente cobrarmos e exigirmos saúde, educação, cidadania, honestidade, transparência, justiça, moradia, trabalho e mobilidade urbana. Nessa ordem.

Mas para que as nossas necessidades mais básicas, nossas aspirações mais profundas de um país livre, soberano, justo e avançado, funcionem, é fundamental que nos tornemos mais honestos e dignos de uma melhor qualificação de nossos políticos e funcionários públicos.

E isso só conseguimos se aprendermos a votar em ideias e propostas. Não em pessoas ou partidos. É fundamental nos esquivarmos dos modelos de adequação do proletariado e de favorecimentos, aplicados pela direita e pelos “neo democratas”. Também expurgarmos a política de benefícios em troca de votos, vastamente utilizada pela esquerda “perdida no tempo”.

Não faço apologia à anarquia. Não! Apenas acredito que podemos ser melhores, se utilizarmos o “filtro do caráter”, quando escolhemos nossos representantes. Enquanto a política e o funcionalismo público provam sua total incompetência na gestão da nossa nação, temos a obrigação de iniciar a mudança. Que deve começar dentro de nós, nos nossos valores, nas nossas atitudes, em nossas casas, na vizinhança, na cidade, no estado até atingirmos toda nossa nação.

Fácil não é! Mas temos provas e mais provas de que somos capazes. Enquanto não ACORDARMOS para essa realidade... Necessidade, continuaremos sendo, aos olhos dos corruptos e de outras nações, vagabundos, preguiçosos, corruptíveis e resignados.

Passou da hora de nos levantarmos e efetuarmos mudanças PROFUNDAS em nossos valores pessoais.

É fundamental adquirirmos a postura de homens e mulheres como atores principais na construção de uma nação digna e igualitária.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Após anos afastado...

Devido à luta diária em minha área profissional. Além de diversos problemas pessoais...
Estou de volta!!!